Epistemologias

Afetivas

Feministas

Nesta sessão procuramos reunir as produções de feministas de diferentes ondas e perspectivas. A ideia é que esta lista possa ser um ponto de partida para quem quer conhecer a vastidão de autoras que tratam de diferentes temas que perpassam os estudos feministas. A lista não se cessa e estará em constante construção, afinal ela está em ebulição constante. Nosso eixo é temático e não histórico pois entendemos que uma das transgressões ao modelo epistêmico ocidentocêntrica é ser rizomático, antes de tudo uma tessitura afetivo-criativa. Algumas autoras são identificadas como "representantes" de mais de um feminismo, por isto algumas divisões não pretendem restringir as autoras e quaisquer filiação teórica única. 
 

Eixos Temáticos: Teoria Feminista; Epistemologia Social Feminista; Raça e Gênero; Decolonialidade; Feminismo radical.
 


Feminismo Liberal

 

  • WOLLSTONECRAFT, Mary. “Reivindicação dos direitos das mulheres”. Boitempo: São Paulo, 2016.

  • WILLIS, ELLEN. No More Nice Girls: Countercultural Essays. Univ Of Minnesota Press, 2012 (original escrito em 1960).

  • RUBIN, Gayle. The Traffic in Women: Notes on the "Political Economy" of Sex

  • OKIN, Susan. Is multiculturalism bad for women? Princeton University Press: Princeton N.J., 1999.

  • OKIN, Susan. Gênero, o público e o privado.

  • NUSSBAUM, Martha.  Human Capabilities, Female as Human Being. Em: Women, Culture, and Development. A Study of Human Capabilities, 1995.

  • STEINEM, Gloria. Revolution from Within: A Book of Self-Esteem, 1994.

Dentro da Teoria Crítica

  • BENHABIB, Seyla. Multiculturalism and Gendered Citizenship. Em “Claims of Culture”

  • BENHABIB, Seyla. Sexual Difference and collective identities: the new global constellation

Feminismo Socialista ou Marxista

  • SAFFIOTI, Heleieth. A mulher na sociedade de classe.

  • PATEMAN, Carole. The Sexual Contract. 1988.

  • PATEMAN, Carole. The Problem of Political Obligation: A Critical Analysis of Liberal Theory, 1985.

  • FRASER, Nancy. Justice Interruptus: Critical Reflections on the "Postsocialist" Condition, 1997.

  • FRASER, Nancy. Fortunes of Feminism: From State-Managed Capitalism to Neoliberal Crisis, 2013.

  • LUXEMBURGO, Rosa. Textos Variados

Feminismo Radical

 

  • MACKINNON, Catharine - Feminism, Marxism, Method, and the State: An Agenda for Theory

  • MACKINNON, Catharine. Toward a Feminist Theory of the State, 1997/1991.

  • MILLET, Kate. Sexual Politics. Columbia University Press, 2016.

  • (OBS.: Millet também é colocada como marxista dentro da literatura feminista)

  • FRYE, Marilyn. Oppression.

  • GREER, Germaine . The Female Eunuch. 1970.

  • DWORKIN, Andrea. Pornography: Men Possessing Women, 1989.

 

Feminismo Lésbico/ Lesbianidade

 

  • ALCOFF, Linda Martín. Blackwell Guide to Feminist Philosophy (Cap. 10 Lesbian Philosophy)

  • JEFFREYS, Sheila. Unpacking queer politics (Cap. 7 Lesbian feminism and social transformation)

  • JEFFREYS, Sheila. The Lesbian Heresy (Cap.6 The lesbian outlaw)

  • LAURETIS, Teresa. Figures of resistance (Cap. 3 When lesbians were not women)

  • LORDE, Audre. Sister Outsider (Cap. 4 Scratching the Surface: Some Notes on Barriers to Women and Loving)

  • RICH, Adrienne. Heterossexualidade compulsória e existência lésbica

  • STEIN, Arlene. Sex and Sensibility: Stories of a Lesbian Generation (Cap. 3. Becoming Lesbian: Identity Work and the Performance of Sexuality)WILTON, Tamsin. Lesbian Studies, setting an agenda (Cap. 1 Deviant pedagogies: the nature of lesbian studies e 2 The nature of the beast: what is a lesbian?)


Feminismo Negro

  • BERTH, Joice. O que é empoderamento? Belo Horizonte, MG: Letramento: Justificando, 2018. 

  • BORGES, Juliana. O que é encarceramento em massa? Belo Horizonte, MG: Letramento: Justificando., 2018. 

  • bell hooks. Feminist Theory: From Margin to Center. Routledge, 2014.

  • bell hooks. Feminism is for everybody. Routledge, 2014.

  • bell hooks. E eu não sou uma mulher? Mulheres negras e feminismo; tradução Bhuvi Libanio. 1 ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos.  

  • bell hooks. Teoria Feminista: da margem ao centro; tradução Rainer Patriota. – São Paulo: Perspectiva., 2019 (originalmente publicado em 1984) 

  • bell hooks. Erguer a Voz: pensar como feminista, pensar como negra; tradução Cátia Bocaiuva Maringolo. São Paulo: Elefante, 2019. (originalmente publicado em 1989) 

  • bell hooks, Olhares Negros: raça e representação; tradução Stephanie Borges. São Paulo: Elefante, 2019. (originalmente publicado em 1992) 

  • bell hooks. Ensinando a Transgredir: a educação como prática da liberdade; tradução Marcelo Brandão Cipolla. Rio de Janeiro: Editora Martins Fontes WMF, 2017 (originalmente publicado em 1994) 

  • bell hooks.O feminismo é para todo mundo: políticas arrebatadoras; tradução Bhuvi Libânio. – 6ª Edição – Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos., 2019.

  • DAVIS, Angela. Mulher, Raça e Classe. Boitempo, São Paulo, 2016.

  • .DAVIS, If They Come in the Morning: Voices of Resistance. New York: Third Press, 1971.

  • DAVIS, Joan Little: The Dialectics of Rape. New York: Lang Communications, 1975.

  • DAVIS,. Women, Culture & Politics, Vintage. February, 1990..

  • DAVIS, Blues Legacies and Black Feminism: Gertrude "Ma" Rainey, Bessie Smith, and Billie Holiday, Vintage Books (January 26, 1999.

  • DAVIS, Are Prisons Obsolete?, Seven Stories Press, April 2003.

  • DAVIS,. Abolition Democracy: Beyond Prisons, Torture, and Empire, Seven Stories Press, October, 2005.

  • DAVIS,. . The Meaning of Freedom: And Other Difficult Dialogues, City Lights, 2012.

  • JORDAN, June. Civil Wars. Boston: Beacon Press, 1981. 

  • KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: Episódios de racismo cotidiano; tradução Jess Oliveira. 1 ed. Rio de Janeiro: Cobogó, 2019. 

  • LORDE, Audre. Sister Outsider. Berkeley: Crossing Press. [(2019) Irmã Outsider. Tradução de Stephanie Borges. Belo Horizonte: Autêntica Editora., 2007. 

  • RIBEIRO, Djamila. Quem tem medo do feminismo negro? Companhia Das Letras, 2018.

  • RIBEIRO. Quem tem medo do feminismo negro? São Paulo: Companhia das Letras. 

  • TRUTH, Sojourner. “E eu não sou uma mulher?”, 2018.



Feminismo Interseccional

 

Feminismo pós-moderno/ pós-estruturalista ou queer

 

  • BUTLER, Judith. Problemas de Gênero. Civilização Brasileira, 2003.

  • BUTLER, Judith. Bodies that Matters: On the Discursive Limits of Sex. Routledge, 2011. (ou qualquer escrito até 2000 - antes da “virada ética”)

  • PRECIADO. Paul B. TESTO JUNKIE: SEXO, DROGAS E BIOPOLITICA NA ERA FARMACOPORNOGRAFICA, Travessa, 2018.

  • PRECIADO, Paul B. Manifesto Contrasexual: práticas subversivas da identidade sexual. Travessa, 2017.  

  • HARAWAY, Donna. A Manifesto for Cyborgs.

  • HARAWAY, Donna. When Species Meet. University of Minnesota Press, 2007.

  • HARDING, Sandra. The Feminist Standpoint Theory Reader: Intellectual and Political Controversies. Routledge, 2003.

  • HARDING, Sandra. The Science Question in Feminism. Cornell University Press, 1986.

 

Feminismo Africano

 

  • TAMALE, Silvya. When Hens Begin To Crow: Gender and Parliamentary Politics in Uganda, 1999.

  • TAMALE, Silvya."African Feminism: How Should We Change?", 2006.

  • TAMALE, Silvya. editor, African Sexualities: A Reader, 2011.

Feminismo Afrobrasileiro

GONZALES, Lélia.

 

  • Festas populares no Brasil. Rio de Janeiro, Índex, 1987.

  • Lugar de negro (com Carlos Hasenbalg). Rio de Janeiro, Marco Zero, 1982. 115p. p. 9-66. (Coleção 2 Pontos, 3.).

  • “Mulher negra, essa quilombola.” Folha de S.Paulo, Folhetim. Domingo 22 de novembro de 1981.

  • “A mulher negra na sociedade brasileira.” In: LUZ, Madel, T., org. O lugar da mulher; estudos sobre a condição feminina na sociedade atual. Rio de Janeiro, Graal, 1982. 146p. p. 87-106. (Coleção Tendências, 1.).

  • “Racismo e sexismo na cultura brasileira.” In: SILVA, Luiz Antônio Machado et alii. Movimentos sociais urbanos, minorias étnicas e outros estudos. Brasília, ANPOCS, 1983. 303p. p. 223-44. (Ciências Sociais Hoje, 2.).

  • “O terror nosso de cada dia.” Raça e Classe. (2): 8, ago./set. 1987.

  • “A categoria político-cultural de amefricanidade.” Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro (92/93): 69-82, jan./jun. 1988.

  • “As amefricanas do Brasil e sua militância.” Maioria Falante. (7): 5, maio/jun. 1988.

  • “Nanny.” Humanidades, Brasília (17): 23-5, 1988.

  • “Por um feminismo afrolatinoamericano.” Revista Isis Internacional. (8), out. 1988.

  • “A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social.” Raça e Classe. (5): 2, nov./dez. 1988.

  • “Uma viagem à Martinica - I.” MNU Jornal. (20): 5, out./nov.

 

NASCIMENTO, Beatriz.

  • "Por uma história do homem negro", Revista de Cultura Vozes. 68(1), pp. 41-45, 1974.

  • "Negro e racismo", Revista de Cultura Vozes. 68 (7), pp. 65-68, Petrópolis, 1974.

  • "A mulher negra no mercado de trabalho", Jornal Última Hora, Rio de Janeiro, domingo, 25 de julho de 1976.

  • "Nossa democracia racial", Revista IstoÉ. 23/11/1977, pp. 48-49.

  • "Kilombo e memória comunitária: um estudo de caso", Estudos Afro-Asiáticos 6-7. Rio de Janeiro, CEAA/UCAM, pp. 259-265. 1982.

  • "O conceito de quilombo e a resistência cultural negra", Afrodiáspora Nos. 6-7, pp. 41-49. 1985.

  • "Daquilo que se chama cultura", Jornal IDE. No. 12. Sociedade Brasileira de Psicanálise – São Paulo. Dezembro, 1986, p. 8.

  • "O quilombo do Jabaquara". Revista de Cultura, Vozes (maio-junho).

  • "A mulher negra e o amor", Jornal Maioria Falante, Nº 17, Fev – março, 1990, p. 3.

 

CARNEIRO, Suely.

 

  • Escritos de uma vida (Editora Letramento, 2018) 

  • Racismo, Sexismo e Desigualdade no Brasil (Selo Negro, 2011)

  • Mulher negra: Política governamental e a mulher (1985), com Thereza Santos e Albertina de Oliveira Costa

Feminismo decolonial

  • ANZALDÚA, Gloria (2005). “La conciencia de la mestiza / Rumo a uma nova consciência”. Revista Estudos Feministas, v. 13, n. 3. p. 704-719, set/dez.

  • ______(1987). Borderlands / La Frontera: The New Mestiza. San Francisco : Aunt Lute Books.

  • Espinosa Miñoso, Yuderkys, Diana Gómez Correal, and Karina Ochoa Muñoz, eds. Tejiendo de otro modo: Feminismo, epistemología y apuestas descoloniales en Abya Yala. Bogotá: Editorial Universidad del Cauca, 2014.

  • LUGONES, María. “Playfulness, “World”-Travelling, and Loving Perception”. Hypatia, 2:3–19, 1987.

  • LUGONES, María. “Purity, Impurity, and Separation”.Signs, 19(2): 458-479, 1997.

  • LUGONES, María. “Heterosexualism and the Colonial/Modern Gender System”.Hypatia, 22(1):186–209, 2007.

  • LUGONES, María. “The Coloniality of Gender”.Worlds &Knowledges Otherwise, 1- 16, 2008.

  • LUGONES, María. “Toward a Decolonial Feminism”. Hypatia, 25(4):742–759, 2010.

  • LUGONES, María. “Subjetividad esclava, colonialidad de género, marginalidad y opresiones múltiples”. Pensando los feminismos en Bolivia: Serie Foros 2. 1a ed. La Paz, Conexión Fondo de Emancipación, 2012, pp.129-140.

  • MOHANTY, Chandra Talpade (2008). “Bajo los ojos de Occidente: saber academico y discursos coloniais”. In: MEZZADRA, Sandro (Org.). Estudios postcoloniales. Ensayos Fundamentales. Madrid: Traficantes de Sueños.

  • _____ (2003). Feminism Without Borders: Decolonizing Theory, Practicing Solidarity. Durhan: Duke University.

  • OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ.́ Visualizing the Body: Western Theories and African Subjects in: OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ.́ The invention of women: making an African sense of western gender discourses. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997, p. 1-30. Tradução para uso didático de Wanderson Flor do Nascimento.

  • POZO, Maria Esther; LEDEZMA, Jhonny. "Gênero: trabajo agrícola y tierra en Raqaypampa". In: LAURIE, Nina; POZO, Maria Esther (Ed.). Las displicencias de gênero en los cruces del siglo pasado al nuevo milenio en los Andes. Cochabamba, Bolivia: CESU-UMSS, 2006

  • SILVERBLATT, Irene. Taller de historia oral Andina. La Mujer Andina en la historia. Chukiyawu: Ediciones del THOA, 1990.

  • _____. Moon, Sun, and Witches. Princeton: Princeton University Press, 1998. 

  • SPIVAK, Gayatri (2010). Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG.

 

Feminismos no termo amplo (não categorizadas nas correntes)

 

  • WITTIG, Monique. The Straight Mind" and Other Essays, Beacon Press, 1991. (feminismo lésbico com certeza, mas inspira muito o trabalho pós-moderno pela pegada linguística)

  • BEAUVOIR, Simone De. O Segundo Sexo. Nova Fronteira, 2016.

  • (é utilizado por todas as correntes como base, parece mais forte em um feminismo fenomenológico se isso fosse alguma coisa)

  • HAINAMAA, Sara. What is a Woman? Butler and Beauvoir on the Foundations of the Sexual Difference. 1997. (fenomenologia)

  • HAINAMAA, Sara. Simone de Beauvoir's phenomenology of sexual difference. 1999. (fenomenologia/ essencialismo)

  • AHMED, Sarah. Living a Feminist Life. Duke University Press Books, 2017.

  • YOUNG, Iris M.  Justice and the Politics of difference. Princeton University Press, 2011.

  • JAGGAR, Alison. Feminist Politics and Human Nature. Rowman & Littlefield Publishers, 1988.

  • TREBISACCE, Catalina. "Una historia crítica del concepto de experiencia de la epistemología feminista". Cinta moebio (2016), 57: 285-295.

  • BACH, Ana Maria. Las voces de la experiencia. El viraje de la filosofía feminista. Editora Biblos, 2010.

  • SARACHILD, Kathie - A Program for "Feminist Consciousness Raising: a radical weapon." in Feminist Revolution, pp. 144–150.

  • LAGARDE,  Marcela. Claves Feministas para mis socias de la vida. Ed. Batalia de Ideas, 2016.

  • VALENCiA, Sayak; PLUECKER, John and KHOLTI, Heide el. Gore Capitalism. MIT, 2018.

 

Sugestões de Leituras Gerais

 

EVANS, Kate. Red Rosa: a graphic biography of Rosa Luxemburgo. Editora Verso, 2015.

FINE, Cordelia. Testosterone Rex: Myths of sex, science and society. W.W. Norton & Company, 2017. 

GAY, Roxane. Má feminista. Editora Novo Século, 2016. 

KAUR, Rupi. Outros jeitos de usar a boca. Editora Planeta Brasil, 2017. 

SOLNIT, Rebecca. A mãe de todas as perguntas: reflexões sobre os novos feminismos. Cia das Letras, 2015.
 

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