BioBibliografias

Em uma investigação dedicada as teorias feministas, importa mais do que qualquer outro tipo de trabalho, as experiências de vida das autoras e a relação com as obras que produziram. Como afirma Linda Martin Alcoff (1999): “Nenhum trabalho teórico é alheio à experiência de quem o escreveu.”

 

Como aponta Ana Maria Bach em seu La vocês de La experiência:

 

Contrapondo-se a ideia de que o produto, a obra escrita, é mais importante do que quem escreve, dentre os preceitos metodológicos mais importantes para a grande maioria de feministas é conhecer os  dados pessoais das autoras, suas origens, posições de classe, identidades sexuais, formação intelectual e religiosa, além de sua inserção acadêmica, de modo a compreendermos melhor sua produção.” (2010, tradução nossa).

 

Ou seja, há um “ponto de vista” situado da mulher da qual se produzem as interpretações do mundo natural e social. Diferentemente do que por muito tempo foi o guia da filosofia tradicional a suposta objetividade, neutralidade e imparcialidade cai por terra nos feminismos, pois enquanto sujeitos cognoscentes estamos “situadas” e “situados” de diferentes formas. Ou mesmo, como nos diz Carol Hanish: “O Pessoal é político” (1970) e as experiências influenciam diretamente as escolhas, crenças e interpretações da realidade. A partir destes olhares pretendemos trazer um pouco das histórias, visões e sentidos de mundo destas maravilhosas mulheres que vem modificando toda a história. Assim, a sessão “Biobibliografias” consiste em um espaço para conhecermos um pouco da biografia, muitas vezes marcada por localização racial, de classe e também de invisibilidade que inspirara e motivaram as escritas e diferentes produções que compõem o pensamento das autoras.

“Nenhum trabalho teórico é alheio à experiência de quem escreve” 

 

(Linda Martin Alcoff, 1999)
 

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